Trends

Vivemos uma fase marcada pela constante mudança e isso é particularmente visível no mundo do marketing digital. Não existem verdades absolutas que perdurem no tempo e há uma necessidade de constante experimentação, teste, verificação e validação de pressupostos. Apesar deste preâmbulo, sabemos empiricamente e através da prática que os paradigmas tradicionais de comunicação se alteraram radicalmente. Hoje, o outrora tradicional “espectador” é um sujeito ativo e envolvido nos processos de comunicação, que cria conhecimento colaborativo e influencia os seus pares. Este é um dos key learnings que qualquer estratega deve ter em conta no seu “digital thinking” e que se aplica de forma direta à Industria Farmacêutica.

Algumas das tendências que temos vindo a observar no nosso país:

Consolidação das Redes Sociais nos circuitos de comunicação quotidianos: os exemplos paradigmáticos são o Facebook, numa esfera pessoal (4,7 milhões de utilizadores em Portugal) e o LinkedIn a nível profissional (cerca de 440 mil utilizadores em Portugal);

Maior utilização de equipamentos móveis (smartphones e tablets) para aceder a informação via web ou apps: o “terceiro” ecrã (smartphone) vai passar a primeiro, ultrapassando a televisão e o computador em tempo de utilização/ visualização. Este é um aspeto particularmente relevante na área da saúde pois quanto mais sensível é a informação, maior tendência há para fazer pesquisas num dispositivo mais pessoal, destacando-se a este nível, mais uma vez, o smartphone por oposição ao PC, por exemplo;

O “Dr. Google”: se o médico continua a ser a primeira fonte de informação de saúde, a Internet é cada vez mais utilizada para tirar dúvidas e procurar informação que confirme ou questione a opinião do médico;

Storytelling visual: a grande quantidade de informação disponível fez com que os ritmos de consumo dessa informação se tenham alterado. Para ganhar um espaço na atual economia de atenção, é preciso ter a capacidade de contar uma história, suficientemente simples e visual para captar a atenção do target e gravar uma mensagem na sua mente;

One-to-one Social Engagement: o tempo da comunicação massificada terminou. Tal como referido anteriormente, somos diariamente atingidos por uma overdose de informação que o nosso cérebro já aprendeu a ignorar. Atualmente é preciso criar uma relação, um elo emocional único com o nosso interlocutor;

Este texto faz parte de uma série de 5 artigos sobre o presente e o futuro do marketing digital na indústria farmacêutica em Portugal. Parte destes conteúdos estão disponíveis também na revista Marketing Farmacêutico nº 65 (março/abril 2013).