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O barómetro BOP Heatlh “Os Portugueses e a Saúde”, desenvolvido em parceria pela Spirituc e Guess What em 2012, revelou que 30% dos portugueses recorre à Internet para recolher informação sobre saúde. Também dos dados da Comissão Europeia (Digital Agenda Scoreboard) colocam esta como a segunda área mais pesquisada online (36%), logo atrás da informação sobre produtos e serviços (41%). Não será preciso mais para perceber o enorme impacto e influência que a Internet tem na forma como atualmente vemos o mundo e nos relacionamos com ele.

A Indústria Farmacêutica tem também vindo a mudar o seu paradigma de comunicação, sobretudo ao longo dos últimos 15 anos. Os tradicionalmente privilegiados canais de comunicação com profissionais de saúde estão a dar lugar a práticas de comunicação mais completas que endereçam todos os intervenientes no processo de saúde, de forma holística: doente, familiares e cuidadores (muitas vezes através das Associações de Doentes), Associações setoriais, entidades reguladoras, administradores hospitalares, médicos e enfermeiros, entre outros.

A tecnologia tem colocado ao dispor dos marketeers novos formatos de interação com estes interlocutores, sejam eles portais temáticos, websites ou microsites, aplicações para smartphones e tablets, cursos de formação online para médicos ou farmacêuticos e a dinamização de redes sociais e comunidades virtuais. A visita médica (por parte dos DIM) é também cada vez mais interativa com recurso a iPads ou outros tablets com o objetivo de tornar as apresentações mais visuais e eficazes na luta pela economia da atenção.

No entanto, estes são apenas alguns exemplos de utilizações tecnológicas que para realizarem o seu potencial têm que estar bem integradas numa estratégia de marketing mais abrangente.

Este texto faz parte de uma série de 5 artigos sobre o presente e o futuro do marketing digital na indústria farmacêutica em Portugal. Parte destes conteúdos estão disponíveis também na revista Marketing Farmacêutico nº 65 (março/abril 2013).