ethics

A Indústria Farmacêutica atua num setor altamente regulado e essa regulação estende-se naturalmente a todas as atividades, incluindo o marketing. No entanto, depois de desenvolver os mais diversos projetos de comunicação e marketing on e offline na área da saúde na última dúzia de anos, acredito que não existe nenhum motivo regulamentar para não desenvolver projetos que conciliem os objetivos da empresa e as necessidades do seu público-alvo.

A Industria Farmacêutica tem “dentro de portas” um manancial tremendo de informação de saúde, com base científica, que pode ajudar profissionais de saúde, doentes e o público (de uma forma geral) a lidar melhor com as mais diversas situações de saúde e, sobretudo, a promover um estilo de vida saudável, informado e “preventivo”.

Como referi anteriormente, 30% dos portugueses recorre à Internet para recolher informação sobre saúde. A Indústria Farmacêutica está numa posição privilegiada para dar a estas pessoas informação credível, baseada em estudos científicos, contribuindo para a educação para a saúde da população. Podendo dar um contributo deste género, creio que eticamente é mais reprovável não o fazer do que fazê-lo em estrito respeito pelas normas regulamentares do setor.

Este texto faz parte de uma série de 5 artigos sobre o presente e o futuro do marketing digital na indústria farmacêutica em Portugal. Parte destes conteúdos estão disponíveis também na revista Marketing Farmacêutico nº 65 (março/abril 2013).