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A crise instalou-se no país e, sobretudo, agarrou-se que nem um parasita mental ao mindset de empresas, empresários, clientes, consumidores… Enfim, pessoas. E enquanto o mercado se vai contraindo, áreas que tradicionalmente viviam sem grande ligação a práticas de promoção, comunicação e marketing, começam a questionar o que podem fazer para dar a volta ao negócio.

São tempos desafiantes em que o evolucionismo de Darwin, agora aplicado à sobrevivência das empresas enquanto agentes económicos, mostra que a continuidade do negócio está sobretudo dependente da capacidade de adaptação aos novos tempos. Esta adaptação passa pela diferenciação do produto ou serviço, por uma política de preço alinhada com o posicionamento da empresa (mas também com o mercado) e por uma estratégia de comunicação que permita mostrar ao mundo quem somos, o que fazemos e porque somos diferentes, melhores que os concorrentes.

Os consultórios de medicina dentária são um exemplo de uma área que, tanto por motivos regulamentares como culturais, viveu durante muitos anos sem procurar profissionalizar a abordagem de marketing e comunicação. Os mais diversos motivos, certamente também relacionados com a crise e a contração dos mercados, fizeram com que 2012 fosse um ano particularmente negro para esta classe profissional, que perdeu cerca de 40% da sua faturação face ao ano anterior, segundo declarações do Bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas. Como podem os dentistas e as clínicas de medicina dentária captar mais clientes neste cenário?

É claro que a resposta não é simples e encerra em si uma multiplicidade de fatores de negócio. De qualquer forma, aqui fica o nosso contributo com algumas ideias-chave no domínio do marketing digital:

  • Dados do Google Trends dizem-nos que existem 135.000 pesquisas mensais da palavra “dentista”;
  • Digital Agenda Scoreboard (2011), da Comissão Europeia, concluiu que 36% dos utilizadores de Internet procuram ativamente informações na área da saúde;
  • O Global Trust in Advertising Survey (Q3, 2011), da Nielsen, refere que as fontes de informação mais credíveis para os consumidores são (para além das recomendações de pessoas conhecidas), as opiniões de pessoas colocadas online (reviews) e os branded websites;
  • Keywords como “dentista”, “dentes”, “clínica dentária”, “ortodontia” e “implantes dentários” representam um volume de pesquisas nacionais no Google superior a 307.000;

Não será preciso mais para ilustrar a importância do território digital para os consumidores em geral e para os clientes de clínicas dentárias em particular. De que forma estão os dentistas a defender o seu território online e usar estas plataformas (websites, redes sociais, blogs, publicidade nos motores de busca…) para divulgar os seus serviços e captar novos clientes? Em mais de 300 mil pesquisas online por mês destes temas, o potencial não será certamente pequeno. Se você não for a resposta às perguntas do seu target, alguém será… Food for thought!

Monstro RessacasO marketing digital é umas das mais recentes causas de insónia dos marketeers da indústria farmacêutica. O hype é grande e, para as estruturas internacionais, o apetite voraz que estas plataformas estimulam tem feito subir a tensão de equipas que se movem num ambiente de marketing habitualmente mais tradicional.

Mas hoje os circuitos de contágio comunicacional são tudo menos tradicionais. O vírus da web 2.0 contaminou milhões nas redes sociais em Portugal. O acesso está em todo o lado: em 2014 teremos mais utilizadores web em smartphone e tablets do que em PC (dados Morgan Stanley).

Ainda mais importante, a Comissão Europeia (Digital Agenda Scoreboard) diz-nos que a saúde é a segunda área mais pesquisada online, logo a seguir à informação sobre produtos e serviços. Oportunidade?

Para grandes males, grandes remédios… E vamos assistindo a campanhas de marketing que vencem a timidez do ambiente regulamentar (sem provocar falta de ar aos responsáveis de Regulatory Affairs) e mostram como é possível dar um boost de energia à comunicação online de saúde.

Como exemplo, aqui ficam alguns psico-estimulantes, a consumir regularmente para reforçar a dose diária de inspiração e criatividade:

Facebook: Monstro das Ressacas (Jaba)

Facebook: Passa a Palavra (Sanofi Pasteur)

Facebook: Super Pais contra o Chichi na Cama (Ferring)

Web: Passa a Palavra (Sanofi Pasteur)

Web: Enurese Noturna (Ferring)

Pinterest: Novo Nordisk

Pinterest: Boehringer Ingelheim

Pinterest: Menarini Espanha

 

heineken

Como encontrar o colaborador ideal entre mais de 1700 candidaturas? A Heineken mostra como com o The Candidate!

Bleach it away

A campanha “Bleach it Away” da lixívia Clorox, desenvolvida pela Ketchum, ganhou o prémio de Best Digital PR Campaign dos PR Daily Awards. Este é um bom exemplo de como é possível criar campanhas emocionais, adaptadas ao mindset do utilizador de social media para marcas que, à partida, são predominantemente utilitárias, falando pouco ao coração.

O problema da Clorox colocava-se em termos de declínio de vendas e falta de reconhecimento pelas gerações de mais novas. O comprador tradicional estava envelhecido e para os jovens “donos de casa” este produto não parecia relevante para as suas vidas.

A investigação da Ketchum detectou uma audiência que poderia relacionar-se com o tema de forma mais emocional: os jovens pais, que tipicamente são muito activos online tanto ao nível do consumo de informação como na partilha de experiências. Temas como “fraldas”, “cocó” ou “fraldas sujas” eram recorrentes, embora raramente se discutissem soluções em termos de limpeza.

A ideia passou então por associar estes momentos à campanha “Bleach it Away”, ocupando um papel activo em conversas no Twitter, Fóruns, Facebook e Blogs. Foram identificados 11 influenciadores digitais que partilharam os seus “bleachable moments” encorajando outros utilizadores a fazer o mesmo.

O ponto central da campanha foi o website BleachItAway.com com jogos e concursos que premiavam a interacção dos fãs com os melhores “bleachable moments”, conceito que se estendeu ao Facebook onde os “bleachable moments” mais votados pelos fãs também ganharam prémios.

E resultados? Em termos de comunicação e notoriedade, campanha foi amplamente divulgada nos media, com mais de 83 milhões de impressões (incluindo 13 milhões em Social Media), 25.000 tweets com hashtag #BleachItAway, 35 posts em blogs influenciadores e 21.670 histórias partilhadas.

Mais alguns indicadores: foi verificada uma correlação online entre as conversas sobre a lixívia Clorox e sujidade, com a marca a conquistar espaço em 70% destas conversas. No twitter, a CTR (click-through rate) foi de 72% e nas lojas o declínio de vendas deu lugar a um crescimento de 2%. A riqueza do conceito de comunicação Bleach It Away permite à marca continuar a explorar a interactividade com os seus fãs como se pode ver aqui!!

sos-condoms

E se uma marca conseguir, em menos de 1 hora, endereçar uma necessidade de um consumidor apaixonado mas desprevenido? Há muito “amor” para dar nesta campanha digital que a Durex lançou no Dubai: SOS Condoms!

 

blog

Quão profícuo foi o último ano para quem fez da blogosfera o seu canal de excelência para falar ao mundo? A 1ª fase da votação para os Blogs do Ano 2012 está em curso no Aventar. A participar até 19 de Janeiro!

edgerank

Antes do final do ano, o Facebook anunciou algumas novidades em relação ao seu algoritmo (EdgeRank). Este é um bom artigo do EdgeRank Checker para ajudar gestores de conteúdo a optimizar o conteúdo partilhado nas suas Pages, maximizando a sua visibilidade dos News Feeds dos fãs.   Boa leitura!!

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Eis algumas das melhores provocações digitais entre marcas que aconteceram no ano que termina…

Depois de muito se ter escrito sobre os limites à liberdade de expressão dos atletas olímpicos nas Redes Sociais, eis que surge a primeira “vítima” de um post no Twitter. A atleta grega Paraskevi Papahristou foi expulsa do comité olímpico do seu país depois de um comentário racista publicado nesta rede. Toda a história aqui.

Para além de competências técnicas e estratégias, a gestão de comunicação em saúde exige um conjunto de soft skills que, antes de mais, começam com uma dose generosa de bom senso. Tal não parece ter acontecido na mais recente campanha da Crioestaminal e as reações não se fizeram esperar no próprio canal de Facebook da empresa