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Para além de competências técnicas e estratégias, a gestão de comunicação em saúde exige um conjunto de soft skills que, antes de mais, começam com uma dose generosa de bom senso. Tal não parece ter acontecido na mais recente campanha da Crioestaminal e as reações não se fizeram esperar no próprio canal de Facebook da empresa

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Um aplauso para a equipa internacional da Boehringer Ingelheim que decidiu criar um jogo pedagógico, inspirado nos modelos Facebookianos (FarmVille e afins) que tanto sucesso têm recolhido junto do público. No caso do Syrum, o jogador tem a responsabilidade de gerir uma empresa farmacêutica, promovendo a investigação e desenvolvendo novos medicamentos que possam salvar o mundo.

O jogo pode ser associado ao perfil de Facebook dos jogadores tornando-se uma verdadeira experiência social. Por enquanto em versão Beta, espera-se que o lançamento oficial aconteça ainda antes do final do ano.

Fonte: WeFind

O Facebook decidiu retirar os “privilégios” que as Pages das empresas Farmacêticas tinham: até aqui, estas Pages eram a exceção à regra e podiam ser criadas de forma a não permitir comentários na Wall… De acordo com o Washington Post, A maior rede social do mundo concluiu que esta particularidade acabava por desvirtuar o propósito do próprio Facebook, de criar interação social e estimular o diálogo entre os seus membros.

Agora, na ausência de guidelines claras das entidades reguladoras, cabe às empresas farmacêuticas medir o risco e escolher (ou não) a melhor estratégia de comunicação nas redes sociais. Continuo a achar que há espaço para fazer um bom trabalho de brand building, disease awareness e community relationship nesta rede social, sem beliscar os princípios rígidos que regulam a comunicação das farmacêuticas. Let’s get digital!

No sector da saúde, os maiores desafios de Relações Públicas na Europa incluem a necessidade de equilibrar as teorias da conspiração contra a Indústria Farmacêutica a circular nas redes sociais, com a projecção do valor social da mesma Indústria, em equilíbrio também com o discurso associado às fortes medidas de contenção orçamental que vários governos vão impor nos seus serviços de prestação de cuidados de saúde.

No caso nacional, falamos na necessidade de promover atitudes positivas em relação aos cortes que terão de ser implementados no serviço de saúde em equilíbrio com a complexidade da relação com fornecedores aos hospitais, onde os atrasos nos pagamentos dos hospitais públicos são absolutamente insustentáveis para as indústrias da saúde a actuar em Portugal.

Para os diversos actores do sistema de saúde, desde as seguradoras, às Misericórdias, passando pelos hospitais públicos e privados e outros níveis de prestação de cuidados de saúde, 2011 será um ano de conflitos com alguns dos seus stakeholders sobretudo com os profissionais de saúde e as suas organizações representativas. Nesse sentido, as estratégias e actividades de Relações Públicas serão cruciais na intervenção estratégica para os melhores resultados.

Ainda assim, alguns destes agentes ainda terão de compreender melhor o valor acrescentado do investimento em RP.

No que diz respeito ao governo, podemos dizer que será este actor do sistema de saúde a enfrentar os maiores desafios de comunicação para implementar os cortes súbitos e não negociados a que foi obrigado pela política financeira definida para 2011.

Por fim, parece-me que um dos grandes desafios para os profissionais de comunicação será a continuação do reforço da sua credibilidade e mais alguns desenvolvimentos na regulação das profissões da comunicação e da garantia da qualidade do seu trabalho.

Paulo Moreira

Director da Revista Internacional Journal of Management and Marketing in Healthcare (London)

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Nota: Para marcar o arranque de 2011, o Apanhado na Rede vai contar com a colaboração de alguns profissionais nacionais da área das RP Online que, durante o mês de Janeiro, nos darão a sua perspectiva sobre os desafios que se colocam nesta área para o ano que se inicia.